Leoni – A Festa

“Indicação” nº 13 do dia:

A Festa

Aquela festa já tinha dado tudo o que podia
E eu tava indo embora
Quando do nada uma bicha meio moda, meio artísta
Sentou do meu lado
Pendurado em você

As suas pernas você me mostra aos poucos quando senta
E esconde um sorriso
Você carrega seu mundo, suas jóias, seu marido
Como um castigo

Você me olha como quem tem fome
E eu fico imaginando o que seria
Uma festa entre suas pernas
Eu quero te botar de quatro
O que você quiser eu faço

Deixa eu te ensinar um novo jogo
(O melhor de todos)
Os peitos, o pescoço e a barriga
(Valem quatro pontos)
O interior da coxa e a virílha
(Valem sete pontos)
Até chegar ao ponto em que eu me perco e já não paro pra contar
Só quero o que eu sei que você quer me dar

E de repente não sei se é o efeito dos wiskys
Eu não penso em riscos
Você me beija sentada na bancada do banheiro
Enquanto eu te dispo

Você tem pressa e me arranca a roupa
e diz que já não dá há tanto tempo
O meu cabelo agarra no seu brinco
As minhas costas no ladrilho
Mas sob o império dos sentidos

Deixa eu te ensinar um novo jogo
(O melhor de todos)
Os peitos, o pescoço e a barriga
(Valem quatro pontos)
O interior da coxa e a virílha
(Valem sete pontos)
Até chegar ao ponto em que eu me perco e já não paro pra contar
Só quero o que eu sei que você quer me dar

Leoni – A Casa na Montanha

“Indicação” nº 12 do dia:

A Casa Na Montanha

Eu fiz bem lá no alto da montanha
Mais alta, mais distante das cidades
A casa-esconderijo das saudades.
Pensei: nenhum problema mais me alcança.

Nem cartas, nem notícias, nem desgraças,
Nem dívidas, nem falsas amizades
Vão ter nem ousadia, nem vontade
De vir me ver. Já nada me ameaça.

Mas, eu só percebi quando era tarde
Depois que eu acionei os meus alarmes,
Depois de por a tranca no portão,

Que eu me tranquei sozinho com o inimigo
Que vai passar a vida aqui comigo
Vivendo do meu medo e solidão

Eu fiz bem lá no alto da montanha
Mais alta, mais distante das cidades
A casa-esconderijo das saudades.
Pensei: nenhum problema mais me alcança.

Nem cartas, nem notícias, nem desgraças,
Nem dívidas, nem falsas amizades
Vão ter nem ousadia, nem vontade
De vir me ver. Já nada me ameaça.

Mas, eu só percebi quando era tarde
Depois que eu acionei os meus alarmes,
Depois de por a tranca no portão,

Que eu me tranquei sozinho com o inimigo
Que vai passar a vida aqui comigo
Vivendo do meu medo e solidão.